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TRABALHO E SAÚDE BUCAL: UMA ESTREITA RELAÇÃO

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Desde 2002 – quando o Ministério do Trabalho e Emprego regulamentou a especialidade de Odontologia do Trabalho – vem crescendo a conscientização da importância do cirurgião-dentista do trabalho. Essa conscientização é uma excelente notícia, já que amplia o atendimento odontológico à população adulta, geralmente relegada a um segundo plano pelos programas governamentais tradicionais, que priorizam os jovens.

A população adulta, inserida no mercado de trabalho, está sujeita também a doenças ocupacionais que acabam interferindo na saúde bucal. Músicos que utilizam instrumentos de sopro e sopradores de vidro, por exemplo, podem ser sofrer quadros de abrasão, especialmente nos dentes anteriores e provocar lesões nos lábios. Já sapateiros, estofadores, marceneiros e costureiras, que costumam prender objetos entre os dentes durante o trabalho também são candidatos a um problema bucal.

Além disso, existem profissões em que o trabalhador fica exposto a um ambiente hostil (ao sol, por exemplo) ou em locais com agentes químicos que podem causar manifestações como pigmentação de estruturas bucais, desmineralização do esmalte e perda de substância dentária, cárie dentária, lesões da mucosa, osteomielite e necrose óssea, periodontopatias e neoplasias malignas. Prestar atendimento odontológico à população acometida por problemas de saúde ligados à sua ocupação laboral torna-se essencial, como também é essencial a prevenção para que estes problemas não venham a se desenvolver.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, no grupo de doenças do sistema digestivo relacionadas ao trabalho, por exemplo, há uma forte ligação com a odontologia ocupacional, já que várias dessas doenças apresentam manifestações bucais. O dentista está preparado para identificar a relação de eventuais problemas bucais com outras doenças ocupacionais, contribuindo para a sua prevenção ou  tratamento precoce.

Absenteísmo

Além disso, é preciso lembrar que problemas dentários (associados ou não a doenças ocupacionais) são importante causa de absenteísmo e podem estar associados ao comprometimento de órgãos vizinhos, influindo na qualidade de vida do trabalhador e na sua capacidade de trabalho.

Como lembra a especialista em odontologia do trabalho, Ana Carolina Martins de Camargo Mello, em estudo sobre o tema, já em 1984 o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT), afirmou em sua publicação oficial “Trabalho&Saúde”:

“As doenças bucais não se desvinculam das condições gerais de saúde do corpo e não podem ser deixadas de lado quando se discutem as incapacidades que atingem os trabalhadores. Apesar dos problemas dentários específicos não constituírem uma incapacidade diretamente decorrente da atividade produtiva, seus efeitos sobre esta atividade são apreciáveis, influindo sobre a capacidade de trabalho e o nível de vida”.

Assim, a conscientização sobre a importância da relação Trabalho-Saúde Bucal só pode ser considerada bem-vinda por toda a toda sociedade.

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